L’arrivée à montreal

Para começar é bom dizer que sai do Brasil com a intenção de fazer posts diários sobre a viagem ao Canadá. Ao chegar aqui concluí que seria melhor realizar um resumo semanal, para contar só o que considero informação interessante. Mas esse post será um pouco diferente, ele conta somente o primeiro final de semana, pois são muitas coisas novas e falar sobre tudo resultaria em muito conteúdo para ler.

No aeroporto de Guarulhos tudo correu bem. Agradeço a ajuda dos amigos que me acompanharam – Carlos, Renata e Gláuber. Durante o embarque o contato com o mundo exterior já começa, pois as informações são em inglês (não aquele dos comissários brasileiros) e português. O voo foi tranquilo, com um ótimo serviço de bordo e conteúdo multimedia da United. Não conheço voos internacionais de outras empresas, mas recomendo a empresa pela boa experiência que tive.

Primeira parada, aeroporto de Newark. Pousei escutando uma bossa nova reinterpretada por uma gringa, com uma base de jazz. O aeroporto impressiona pelo tamanho e estrutura. Para quem não conhece, ele possui um trem para transferência entre os terminais, já dá para imaginar a dimensão dele.

Para quem acha as revistas nos aeroportos nacionais muito rigorosa, ou chata, não sabe o que é revista. Nos EUA o nível de segurança é muito maior, e a o raio-x é praticamente um check-up médico. Tudo pela segurança (e todo mundo cooperando sem reclamar).

Após encontrar o terminal e o portão de embarque, já totalmente imerso em território estrangeiro, atenção total para a chamada de embarque, dessa vez somente em inglês. Próxima surpresa: voo em um Embraer. Começando o voo, olhando a paisagem penso: o que isso branco pelo chão? Me lembro que estou no hemisfério norte e que é provável que seja neve. Meu primeiro contato com ela. Enquanto dividia minha atenção entre a paisagem e a revista de bordo da United, vejo uma reportagem falando sobre o Rio de Janeiro e uma propaganda da churrascaria Fogo de Chão.

Tudo ok durante o pouso, hora de passar pela alfândega canadense, muito mais tranquila e organizada que a americana. Ops, estou em Montreal e comecei a ser atendido em francês. Como estou aqui justamente para melhorar esse ponto, foi melhor ser atendido em inglês. Para os brasileiros, ai está um bom motivo para aprender o que for possível durante 2013, pois em 2014 e 2016 poucos gringos vão querer aprender português. Como não pedi transfer entre o aeroporto e a casa da família, decidi utilizar um taxi. Durante a conversa com o motorista, ao descobrir que sou brasileiro ele se revela português. Durante a viagem, conversamos em português.

Chegando ao meu destino, Ile de Soeurs, estava curioso para conhecer a família Sabourin, da qual farei parte durante janeiro. Antoine, o filho me recebeu com uma saudação em português, para minha surpresa mais uma vez! Mas para minha sorte, tanto ele quanto a mãe, Daniele, são interessados no Brasil mas não falam nosso querido idioma. Mais uma vez a barreira linguística bateu a porta e decidimos que enquanto não iniciasse o curso, conversaríamos em inglês. Depois disso, me apresentaram as regras da casa, meu quarto e me deram as chaves. A única coisa que eu não teria naquele momento era acesso ilimitado a Internet, teria que conversar com a escola para isso. Não sabia muito bem o porque disso naquele instante, mas fiquei feliz pois pude enviar um e-mail para minha mãe avisando que estava tudo bem comigo.

Como estava totalmente despreparado para o frio de -10° C que me esperava fora da casa, me ofereceram uma blusa, luvas e um gorro. E para testar se eram boas, fomos até o mercado para testar se iriam servir. Achei interessante que as embalagens dos produtos contém somente grandes quantidades, semelhantes aos mercados de atacado no Brasil. Outro fator interessante foi que em todos os corredores tinha alguém te oferecendo uma prova de produto, mostrando como preparar, etc. Para carregar as compras para a casa não havia um carrinho de compras, tivemos que fazer várias viagens até a garagem para trazer os produtos. Não sei se é assim em todos os lugares, mas não deveríamos estar no primeiro mundo?

No domingo era hora de fazer um passeio pela vizinhança. Fui conhecer um parque onde as pessoas estavam escorregando na neve, sentadas em pranchas feitas pra isso (ou não). Daniele pediu para uma das pessoas emprestar a dela para que eu pudesse experimentar. Foi divertido, e um pouco congelante devido ao vento. Voltando para devolver o brinquedo, tive a sensação de escutar palavras em português, esperei mais um pouco para ter certeza e então fui verificar. Realmente era uma brasileira de Curitiba, que está morando aqui há 3 anos. Conversamos um pouco, ela me ofereceu ajuda e disse que poderia procurá-la sempre que fosse preciso. Durante o restante do dia assisti TV sem entender quase nenhuma palavra do que estavam falando. Maldito francês!

Na segunda-feira o curso iria começar, e seria hora de conhecer o sistema de transporte público, a escola e as pessoas que vão estudar comigo.

Minha primeira impressão? O Brasil realmente está em todo lugar e em evidência no mundo. Em todo lugar que passei encontrei algo ou alguém que remete ao país. Para mim foi bastante inesperado, mas gratificante.

A imagem que ilustra essa postagem é uma foto da minha vizinhança. Essa é a visão da janela do quarto em que estou hospedado, e o local onde estou é exatamente como esse.

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